O cactus e a rosa

imagesA primeira vez que saí de casa e fui morar no Paraná, eu fiquei com medo da solidão. Não que não soubesse como era, mas não teria como acalmá-la tão longe da minha família. Como eu não podia ter um cachorro, afinal de contas, eu ainda tinha que aprender a me virar sozinha, decidi por uma plantinha.

 

Mas não escolhi qualquer plantinha. Escolhi um cactus. Primeiramente por pensar que um cactus fosse mais fácil de cuidar e não teria a chance de eu matar o pobre coitado com falta de água. Segundo, porque eles são bonitos e produzem pequenas flores delicadas e especiais.

 

Não demorei muito para me apegar a ele. Conversava sempre e a cada quinze ou vinte dias colocava umas gotinhas de água na terra. Lembro-me que passaram pouco mais de 3 meses quando o cactus começou a amarelar e perder os espinhos. Mais um pouco e ele foi perdendo a textura e ficou meio molenga. Quando percebi já era tarde demais. Ele estava morto.

 

Como foi possível que eu conseguisse matar um cactus?

 

Pois bem. Matei-o com excesso de água.

 

Tratei o cactus como quem cuida de uma rosa. E ele morreu afogado.

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Sobre Andreza

Jornalista, tradutora, escritora, sonhadora, dona de casa sem uma casa, irmã caçula e péssima em encontrar uma harmonia com teclados de configurações diferentes. Gosta de ler em demasia, mas a miopia não ajuda. Gosta de escrever com moderação, as palavras precisam ser digeridas.
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